Veloz, mas sem asas - 50 anos em 2015

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Na década de 60 os consumidores de automóveis do Brasil tinham poucas alternativas. Se fossem adquirir carros nacionais esportivos tinham o Willys Interlagos e o Karmann-Ghia. Ambos interessantes, atraentes, mas não tinham um desempenho verdadeiramente esportivo. 

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Em 1964, no quarto Salão do Automóvel, em São Paulo, realizado no país, foi apresentado um carro muito interessante com a mecânica do Aero-Willys que recebeu o nome de Capeta. Infelizmente não entrou em produção, não passou do estado de protótipo.  

Outro grande que desenhou e projetou carros esportes aqui no país foi o espanhol Rigoberto Soler Gisbert. E apresentou neste mesmo ano o Brasinca 4200 GT e foi chamado no princípio de GT Chevrolet Nacional. Tinha frente longa, baixo, traseira curta, apenas dois lugares, porta-malas mínimo e ótima visibilidade. A carroceria era em chapa de aço e seu chassi foi projetado por Soler. A Brasinca já era fabricante de carrocerias especias desde o final da década de 40. Uma delas foi a Chevrolet Amazona e furgões especiais para outras marcas.  Sua frente tinha faróis circulares inseridos em molduras com aro cromado e grade central, também cromada, com frisos horizontais. Abaixo um pára-choque cromado e discreto. As luzes de sinalização ficavam na extremidade dos pára-lamas dianteiros. Na traseira o destaque ficava por conta do belo e grande vidro traseiro. E ocupando parte dos pára-lamas uma lanterna que agrupava setas, luz de freio e ré. O acesso ao porta-malas era bom e o espaço para malas, levando-se em consideração que era um esportivo era muito bom.  Tinha um belo perfil, era aerodinâmico e os retrovisores cônicos cromados chamavam atenção assim como as entradas de ar laterais.
Media 4,35 metros de comprimento, 1,80 de largura, 1,26 altura e entre eixos de 2,59 metros. Seu peso era de 1.180 quilos.


Seu motor dianteiro tinha seis cilindros em linha, motor e cabeçote em ferro fundido, refrigerado a água e sua origem era Chevrolet. O mesmo que equipava a picape C-1404, a cabine dupla C-1414 a perua C-1416 (futura Veraneio) e os caminhões da General Motors. 

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O motor de seis cilindros original tinha 4.279 cm³ (261 polegadas cúbicas) com 149 cavalos de potência a 3.800 rpm e taxa de compressão de 7,8:1. Mas seu carburador de corpo simples foi substituído por três da marca inglesa SU tipo H4 passando dispensar 155 cavalos a 4.000 rpm. Seu torque máximo era de 32,7 m.kgf a 2.400 rpm. O cliente dispunha como opcional, o comando de válvulas da americana iskenderian que elevava a potência para 166 cavalos!  Sua tração era traseira, caixa de câmbio Clark 260 T de três velocidades com embreagem e  diferencial nacional. Fazia de 0 a 100,00 km/h em 10,5 segundos e chegava à máxima de 195 km/h. Seus freios dianteiros e traseiros eram a tambor e insuficientes para a potência do carro. A suspensão dianteira era independente com braços sobrepostos com molas helicoidais e barra estabilizadora Atrás tinha eixo rígido, barra Panhard e também molas helicoidais. Calçava pneus na medida  175 x 400. A roda vinha com sobre-aro cromado e belas calotas. 


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Por dentro era muito bem equipado. Seu painel, em madeira jacarandá, trazia velocímetro graduado a 200,00 km/h, conta-giros à 6.000 rpm, voltímetro, manômetro de óleo, marcador de temperatura do motor de nível do tanque de gasolina. O volante de três raios era da famosa marca Walrod tinha aro fino, mas boa empunhadura e a posição do motorista era muito boa. A alavanca de cambio com pomo de madeira ficava em frente a um belo console onde se localizava o relógio de horas, luzes de alerta, o radio e o tambor com a chave de ignição. Inédito nesta época. Os bancos anatômicos eram de couro, bonitos e confortáveis. Atrás só poderia levar crianças em caso de emergência, pois o espaço era restrito. O porta-luvas tinha bom tamanho e o passageiro ficava em posição muito confortável. O mais desconfortável era a falta de um sistema de aeração. Outro incomodo era a abertura das portas. Parte fazia conjunto com a capota. Era bonito, diferente, mas em caso de chuva era água no corpo dos ocupantes ao sair. 

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Em 1965 entrou em produção e a intenção da empresa era produzir 10 unidades mensais com intuito também de homologá-lo para corridas na categoria GT.  Muito distinto fazia bela presença nas ruas. Também neste ano foi apresentado o Malzoni Onça, obra do renomado Genaro “Rino” Malzoni. Sua lateral era quase idêntica ao do Ford Mustang, mas recebia mecânica belo sedã do FNM 2000. A frente era inspirado nos Alfa Romeo com o cuore sportivo (coração esportivo) ao centro, símbolo da famosa marca italiana. Foram fabricados cinco modelos e apenas dois existem hoje no território nacional. Ainda, Rino Malzoni lançava no quinto Salão do Automóvel, o GT Malzoni Especial que daria origem ao Malzoni GT e que se tornaria pouco tempo depois no nosso Puma GT (Leia sobre). 

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Pouco depois todo o ferramental era vendido para empresa STV (Sociedade Técnica de Veículos) e o carro assumia seu nome de projeto: Uirapuru! O nome dado era de um pássaro veloz que habita vários países da América Latina e da região amazônica brasileira. Assim como o Thunderbird e o Falcon da Ford, o Aronde da Simca e o Firebird da Pontiac, o Brasil passava a ter seu pássaro sobre rodas. Esta nova fábrica tinha como diretor e sócio Rigoberto Soler, Walter Hahn Junior e Pedro Reis Andrade. O carro ganhou potência com aperfeiçoamentos no motor. Havia a versão S com a mesma potência em cavalos e o SS com cerca de 180 cavalos. 

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No Salão do Automóvel de 1966, apresentava o belo cupê com nova grade e faróis retangulares. Na parte mecânica, o escapamento antes com saída dupla, passava a ter só um cano. E duas novidades: Um belo conversível e outro pássaro exclusivo para a polícia rodoviária: O Gavião! Infelizmente este nosso super carro de interceptação não passou do estado de protótipo. Era uma perua de patrulhamento e perseguição equipada com metralhadoras inspiradas nos Aston Martin de James Bond, chapas blindadas, rádio transmissor, uma maca para transporte de feridos nas estradas e equipamentos diversos de combate a incêndios. 

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Em março de 2015 será o aniversário de 50 anos deste inconfundível esportivo nacional. Sua produção foi encerrada em 1967.  Foram produzidos apenas 76 carros. Sua semelhança com o Jensen inglês causou polêmicas. Saiba mais.

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Infelizmente não poderão ter muitos convidados da família! 
 


 

O Mini Carro

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O fabricante deste belo mini carro se chama Osmani, do estado de São Paulo, tem uma empresa que restaura motonetas. Também fez réplicas do mesmo tamanho do Bugatti Type 55 e do Ferrari 330 P4.  Tem por volta de 2,10 de comprimento, 90 de largura e usam pneus de oito polegadas de diâmetro. O motor é traseiro, quatro tempos, 6,5 cavalos, refrigerado a ar, partida elétrica e câmbio de duas marchas, uma à frente, ponto morto e ré. Sua carroceria é de fibra e chassi tubular. 

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A Miniatura

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A miniatura vem na escala 1/43.

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Sobre uma base e caixa de acrílico é muito bem acabada. Vale a pena ter na coleção.


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Para Ler

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